A culinária da América Latina pode ser considerada uma das mais ricas do mundo. Isto se justifica cor diversas razões que passam por questões culturais, misturas étnicas e por conta da diversidade de alimentos – ou pela escassez – que podem ser encontrados, ou não, nos países que formam a latinidade. Na Colômbia, por exemplo, alguns dos pratos típicos podem ser também apreciados em outros países, como Venezuela, Peru, México, Panamá e Argentina. Embora algumas informações apontem que no Brasil os mesmos pratos sejam apreciados, a culinária local é bastante variada e pouco difundida em outros países da América Latina.

Há uma variedade grande de alimentos que são consumidos nestes países, como vegetais, tubérculos, frutas, verduras, condimentos, que, juntos se fundiram e geraram as comidas típicas latinas.  Há muitas iguarias também que nem mesmo precisam de acompanhamentos (ou que servem como tal) e que figuram como pratos principais, e nas mais diversas ocasiões.

Na Argentina, por exemplo, há pratos que podem ser classificados como típicos do país. Com forte influência europeia, a comida na Argentina até o século XIX não era a mais incrementada. Mas, após a chegada dos imigrantes italianos, que levaram os seus conhecimentos e os agregaram a variedade de ingredientes, a gastronomia de Buenos Ayres, por exemplo, tornou-se uma das mais importantes do mundo inteiro.

E não curiosamente, a culinária argentina é largamente conhecida por conta de seu tradicional churrasco, ou melhor dizendo, parrilla. Assim como a feijoada está para os brasileiros, a parrilla está para Los Hermanos. Muitos que apreciam o prato dizem não haver tantas diferenças entre o churrasco argentino e o brasileiro, mas há muitas, sem sombra de dúvidas. A começar pela qualidade da carne que, além de suculenta e muito macia, não pode de forma alguma ter as pontas de gorduras retiradas antes da carne ser servida, isto evita que ela fique seca antes do necessário.

Outra diferença bastante acentuada é quanto ao ritual de preparo do churrasco e da parrilla. A carne é temperada apenas com sal – qualquer que seja o corte -. O sal é o parrillera, nem grosso nem fino. O processo do tempero deve ser realizado, impreterivelmente, meia hora antes de a carne ser colocada na grelha. O fogo na churrasqueira é sempre feito a partir dos cantos e as brasas são acrescentadas a medida que forem sendo necessárias, importante também que o fogo mantenha-se sempre na mesma temperatura. Nos tradicionais restaurantes de parrilla argentina, o ritual de acender o fogo não leva menos de uma hora. A temperatura ideal, segundo os especialistas, deverá deixar que a mão humana repouse, ao menos, cinco segundos em cima da grelha.

Vários tipos de carne são assados na grelha em temperatura sempre constante e lentamente, o que realmente caracteriza a diferença entre churrasco e parrilla. A carne também só pode ser virada uma única vez de cada lado. Não se corta ou faz furos enquanto assa. Uma dica: caso esteja com muita fome, programe o churrasco para outro momento.