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Nascido em 1841, em Lomonges, na França, Pierre August Renoir é um dos nomes mais importantes da pintura e das artes francesas. Oriundo de uma família muito simples, costuma ser chamado de “o pintor da vida”. Isto porque era o tipo de artista que só trabalhava quando estava feliz. Mudou-se para Paris, quando tinha ainda 4 anos de idade. Os primeiros contatos com o universo das artes foi trabalhando numa fábrica como pintor de porcelanas em uma fábrica. Três anos mais tarde, aprendeu a pintar em tecido.

 

Mudou-se definitivamente para Paris, onde passou a ter aulas na Escola de Belas Artes e no estúdio de Charles Gleyre, – onde conheceu Monet-, as quais eram intercaladas com sessões de pintura ao ar livre, geralmente nos parques e bosques próximos a Paris. Foi amigo de grandes outros nomes, todos se tornariam grandes mestres do impressionismo, que aliás, foi um movimento estético criado e liderado pelo grupo.

 

Na sequencia, Pierre August Renoir também foi aceito na École des Beaux-Arts. Passou a visitar regularmente o Museu do Louvre e começou a estagiar no ateliê do importante  pintor suíço Charles Gleyre. Em 1866, inscreveu seu primeiro quadro na Bienal de Paris, que à época ainda era conhecida como “Salão”, evento que abrigava grandes nomes, além de incipientes das pinturas. Renoir teve seu quadro “A Hospedaria da Mãe Anthony”, rejeitado.

 

No entanto, Pierre Renoir não desistiu, dois anos mais tarde, inscreveu outra obra, a tela “Lise”, que foi aceita pela comissão. Mesmo assim, o impressionismo – o novo estilo que Renoir adotara – ainda não era uma forma de arte aceita pela crítica. Dessa maneira, Renoir e seus companheiros planejaram organizar uma exposição de arte impressionista, o que não viria a acontecer naquele ano, uma vez que Renoir fora convocado para atuar como soldado na guerra contra a Prússia.

 

A exposição viria a acontecer somente no ano de 1874, no estúdio do famoso fotógrafo Nadar. Embora rejeitada pelos críticos, a exposição se repetiria em 1876, 1877 e 1879. Em 1882, Renoir decidiu seguir em viagem para a Itália com o intuito de aprofundar os seus conhecimentos.

 

Logo ficou famoso, casou-se com a modelo Aline Charigot, e com ela teria três filhos. Em 1891 pintou um de seus mais famosos quadros, o “Rosa e Azul”, pintura que se encontra no Masp – Museu de Arte de São Paulo. Ainda em vida, obteve reconhecimento como pintou impressionista. Suas obras foram aceitas pelo Louvre em 1919. Morreu com 78 anos, realizado como pintor.