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Pedro Américo de Figueiredo e Melo é um dos nomes mais importantes da arte produzida ainda no período pré – independente do Brasil. além de grande pintor, cujas obras possuem grande valor além de impacto para as artes nacionais, Pedro Américo foi também escritor, poeta, ensaísta, teórico de arte, filósofo, político, além de professor no Brasil. Nascido na Paraíba, em 1843, seu estilo possui consonâncias com a sua época – são nítidos os traços neoclássicos, bem como a mistura de certo romantismo e, posteriormente, de realismo. Trata-se de um dos pintores cujo Academismo prevaleceu fortemente em sua obra e pensamento.

 

Pedro Américo deixou algumas obras que já fazem parte do imaginário coletivo – e que por vezes, nem se sabe seu autor – como “Batalha de Avaí”, “Fala do Trono”, “Independência ou Morte!” e “Tiradentes Esquartejado”, todas reproduzidas em milhões de livros de história e literatura no país inteiro. O quadro “Independência ou Morte!”, faz parte do acervo permanente do Museu do Ipiranga, que no momento, passa por importante reforma e não tem prazo de reabertura para visitação.

 

Pedro Américo tinha apenas 10 anos quando foi recrutado para seguir na missão científica do naturalista francês Louis Jacques Brunet, para estudar a flora e da fauna do Nordeste do Brasil. O jovem pintor formou-se na Faculdade de Belas Artes do Rio de Janeiro, e obteve uma bolsa de estudos dada pelo imperador D. Pedro II para dar continuidade aos seus estudos, na França, na Escola de Belas Artes em Paris, onde aperfeiçoou seu estilo com os pintores Jean-Auguste-Dominique Ingres e Horace Vernet.

 

Lá, ainda cursou filosofia e literatura na Universidade Sorbonne, além de iniciar o estudo da física no Instituto Ganot. Também escreveu poemas, estudos e romances. Seu ensaio sobre a “Refutação da Vida de Jesus por Renan” valeu-lhe a comenda papal da Ordem do Santo Sepulcro. Entre suas obras literárias e filosóficas, destacam-se “A Reforma da Academia de Belas Artes de Paris”, “Discursos sobre a Estética e Ciência e os Sistemas”. Também doutorou-se em ciências físicas em Bruxelas, na Bélgica.

 

Antes de retornar definitivamente ao país, ainda passou uma pequena temporada em Lisboa, onde se casou com sua esposa. Ao voltar ao Brasil, instalou-se no Rio de Janeiro, onde tornou-se professor de desenho da Academia Imperial de Belas Artes. Mas, pouco tempo depois, ainda ganhou a cátedra de história da arte, estética e arqueologia.

 

Foi ao longo de sua carreira uma grande entusiasta das artes.