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O futurismo é um dos movimentos do início do século XX, que mais pode ser relacionado com a literatura de virada do século XIX para o seguinte. Totalmente influenciado pela publicação do “Manifesto Futurista”, do poeta e escritor italiano Fellippo Tommaso Marinetti, a escola ou movimento (uma vez que ganhou outras dimensões que não apenas os literários), sugere a exaltação do futuro, que no caso, era a representação direta do universo das máquinas e de todo o processo tecnológico da época.

 

Os futuristas saudavam a era moderna, aderindo entusiasticamente à máquina. Para Balla, “é mais belo um ferro elétrico que uma escultura”. Para os futuristas, os objetos não se esgotam no contorno aparente e seus aspectos se interpenetram continuamente a um só tempo, ou vários tempos num só espaço. O grupo pretendia fortalecer a sociedade italiana através de uma pregação patriótica que incluía a aceitação e exaltação da tecnologia.

 

Vale ainda ressaltar que o movimento futurista foi muito agressivo, no sentido de não aceitar a ordem vigente, além de dispensar o atraso daqueles que não aceitavam a nova ordem tecnológica. O futurismo, por si somente, pode até mesmo ser definido porquanto concretização da pesquisa no espaço bidimensional. O artista representante desse estilo busca expressar o movimento real, registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel, mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.

 

Três são os grandes nomes desse movimento:

 

Giacomo Balla pintor que grandificou os novos avanços científicos e técnicos por meio de representações totalmente desnaturalizadas, embora sem chegar a uma total abstração. Ainda assim, mostrou grande preocupação com o dinamismo das formas, com a situação da luz e a integração do espectro cromático;

 

Carlo Carra que ao lado de outro grande nome, Giorgio De Chirico, separou-se posteriormente  do futurismo para se dedicar àquilo que eles próprios dariam o nome de Pintura Metafísica. Enquanto ganhava seu sustento como pintor-decorador, frequentava as aulas de pintura na Academia Brera, em Milão.

 

Umberto Baccioni que embora tenha mantido a influência do cubismo em sua obra, incorporou os conceitos de dinamismo e simultaneidade: formas e espaços que se movem ao mesmo tempo e em direções contrárias. Nascido em Reggio di Calábria, Boccioni mudou-se ainda muito jovem para Roma, onde estudou em diferentes academias. Logo fez amizade com os pintores Balla e Severini. Era amigo de alguns grandes nomes como Marinetti e Braque.