Johann Sebastian Bach

Artista importante do Barroco, representante das artes musicais, Johann Sebastian Bach, viveu no século XVI, nasceu em  Eisenach, Alemanha. De família de músicos, o pai, Johann Ambrosius Bach, ensinou Bach a tocar violino e viola e a escrever as notas musicais, além de criá-lo na doutrina protestante, que então estava em vigor na Europa, em contrassenso ao catolicismo que sofria grandes perdas de fieis em toda a sua larga extensão e presença.

Antes de Bach completar 10 anosa sua formação musical ficou a cargo de seu irmão, Christoph, que já trabalhava como organista em Ohrdruf, uma cidade bem próxima da de onde passariam a morar alguns meses a frente. Aos quinze anos, Johann Sebastian ingressou na escola de São Miguel de Lünenburg, e lá iniciou seus primeiros cânticos  no coro da igreja, isto contribuiria de forma crucial para o ensino formal de música na vida de Bach.

Teve profundo conhecimento com a obra de Jean-Baptiste Lully e François Couperin logo mais adiante em seus estudos e viagens de férias.  Em Hamburgo, conheceu a grande tradição alemã de Jan Adams Reinken e Vincent Lübeck. Bach, apresentou progressos notáveis em seus estudos e prática e já aos dezoito anos, foi contratado como organista da nova igreja de Arnstadt, que tinha sido recém-construída, Lá, trabalhou  de 1703 a 1707. Também conheceu em Lübeck, o célebre Dietrich Buxtehude, com quem aprendeu uma nova maneira de tocar órgão, o que modificaria sua técnica profundamente.

De volta a Arnstadt, Bach não foi bem aceito no templo, e acabou tornando-se um simples músico de igreja. Casou-se em outubro de 1707, com sua prima Maria Bárbara, que morreria 12 anos depois. Da união dos dois, nasceriam sete filhos, sendo que três destes também se tornariam músicos.

Bach foi para Köthen, e lá trabalhou para o príncipe calvinista Leopold d’Anhalt-Köthen. Foram cinco anos frutíferos, embora Bach não pudesse escrever música religiosa, ficando restrito à música profana.

Datam dessa época os “Concertos de Brandenburgo”, o “Cravo Bem-Temperado”, esta última uma de suas melhores composições. Em 1721, Bach uniu-se com Anna Magdalena Wülken, cantora da corte. Com ela teve  mais treze filhos, os quais futuramente também se tornariam músicos.

Em maio de 1723, Bach obteve o cargo de “kantor” (professor e diretor musical) na Igreja de São Tomás, em Leipzig. Embora descontente com a rotina do trabalho, foi ali que compôs a maior parte de suas cantatas, a “Missa em Si Menor” e as duas paixões mais conhecidas – a de São João e a de São Matheus. Morreu em 1750.

Francisca Júlia, Poetisa

Foi na presença das melhores famílias paulistanas, do governador da província, o Sr. Bernardino de Campos e seus secretários numa soirée em benefício dos que haviam sofrido as conseqüências do naufrágio da barca Terceira,  que  a poetisa Francisca Júlia da Silva dirigiu-se ao estrado, guiada por Filinto de Almeidae principiou a declamar seus versos.

Apresentava-se, em público, a Musa Impassível, título da poesia mais famosa de sua autoria e pelo qual ficou conhecida a jovem, e já consagrada poetisa Francisca Júlia da Silva, que começou a escrever seus primeiros versos, ainda muito menina, por volta dos 14 anos. Com a ajuda do irmão, o também poeta e bacharel em direito Júlio César da Silva, Francisca foi apresentada aos principais nomes do círculo literário da época. E foi o periódico A Semana, dirigido por de Valentim Magalhães, que primeiramente publicou as primeiras poesias de caráter parnasiano.

A estreia de Francisca Júlia não passou incólume, segundo Milton de Godoy Campos, data de 6 de setembro de 1891 e, trata-se do soneto, cujo título original, ”Quadro Incompleto”, foi rebatizado “Balada” posteriormente pela autora, por conta da publicação de seus Mármores.

Francisca Júlia não parou mais. Publicou suas poesias nos principais periódicos e revistas que circulavam em São Paulo, entre eles o Correio Paulistano, O Estado de São Paulo, no qual se deu sua estreia em 1891; na Capital Federal em A Semana, de Valentim Magalhães, e no Álbum, de Artur Azevedo, e continuou nos anos subsequentes ao de sua estreia em outros jornais e revistas. Suas contribuições perduraram até bem próximo ao ano de sua morte, em 1920. Mas vale destacar que entre as poesias do início de sua carreira, algumas causaram ainda mais furor, pela qualidade e a capacidade de alcançar todas as propostas da estética em vigor.

A exemplo dos versos que a levaram a  ser confundida com um possível pseudônimo de Raimundo Correia,  está o “Musa Impassível”, cujo título lhe garantiu a alcunha pela qual é reconhecida,  e que a levou a ser, à época, a maior representante do Parnasianismo, já que em suas produções conferiu o ideal de impassilidade, o mot just, a rigidez da forma, personificado no verso alexandrino exaustivamente trabalhado; e da riqueza da seleção vocabular, desenhados a partir de uma realidade proposta; a valorização da beleza pura, sem as adornações ou rebuscamentos; enfim, a perfeição técnica do verso ou mesmo ausência de  sugestões de soneto aberto,  que nem mesmo Olavo Bilac, conhecido como o príncipe da escola, conseguiu alcançar.

Pratos Que São Apreciados na Bahia

Para quem quer viajar à Bahia, Estado brasileiro que atrai milhares de turistas durante o ano inteiro, não deve se descuidar de conhecer um pouco mais sobre a culinária local – para que possa apreciar os tradicionais pratos típicos baianos, com toda a vontade e alegria que lhe são devidas.

O Estado da Bahia é um dos que mais apresenta uma culinária com larga influência africana. Isto se deve em particular por conta de sua formação – foi na Bahia que houve a grande concentração de escravos traficados advindos de terras africanas – e lá também, foi o berço do desenvolvimento de uma cultura com grande influência étnica, mas que está basicamente concentrada na área que se denomina como Recôncavo baiano e no litoral do estado.

A culinária é composta de pratos típicos que são de influência africana, mas que sofreram algumas modificações – os pratos feitos nestas duas regiões são diferentes dos que eram preparados em terras africanas – levam muito azeite de dendê, leite de coco, gengibre, pimenta de várias qualidades e tantos outros ingredientes que nem são tão conhecidos ou usados nos mesmos pratos em outras localidades do Brasil. Embora seja largamente difundida na Bahia, não representa mais do que 30% dos pratos que são consumidos pela população diariamente. Portanto, são iguarias bem locais, muitas vezes reservadas às datas comemorativas, tradições religiosas, ou até mesmo familiares. No dia a dia, a culinária típica é aquela que foi largamente influenciada pelos colonizadores portugueses mesmo.

Os pratos típicos dos baianos são os ensopados, os guisados, conhecidos por sua descendência afro-baiana. Como são pratos mais difundidos na capital, Salvador, que está localizada no Recôncavo, acabaram por ganhar uma divulgação bastante significativa, se considerados os outros pratos consumidos. Mesmo assim, ainda há uma resistência muito grande em relação à difusão de tais pratos, que segundo historiadores, não recebem certa sistematização em seus preparos nem mesmo chefes de cozinha tão especializados nesse tipo de culinária, como acontece em outras gastronomias. O que fica por certo é a necessidade de ser reconhecida como saborosa e muito apreciada por aqueles que a experimentam.

Dentre tais pratos está o acarajé, prato típico feito de massa de feijão fradinho, cebola e sal, frita no azeite de dendê, que costuma ser recheado com vatapá – recheio feito de fubá, gengibre, pimenta malagueta, amendoim, castanha de caju, leite de coco, cebola, e tomate. Leva ainda camarões frescos inteiros ou secos. Mistura-se ainda, peixe amassado ou mesmo bacalhau e arroz. A mistura fica bastante cremosa.